Eu estava ali, vendo a vida passar. Jogando fora alguns minutos da minha vida. A casa estava vasia. As cachorras dormiam.
E eu ali... parada.
Eu estava mesmo fazendo nada. E era bom... mas também era agoniante.
Preferi levantar. Da onde? Não sei. Nada existia. Maus olhos estavam me enganando. Esfreguei eles, e aos poucos foi aparecendo o que sempre estava naquele lugar.
O ar estava abafado. Era como se eu estivesse cozinhando.
Senti com meus pés o chão gelado. Andei. Passei pela sala e a observei: os sapatos, as meias, roupas e outros objetos estavam jogados em seus rotineiros lugares. Segui para a cozinha, a janela parecia estar sendo lavada por um forte jato d'água.
Não tinha fome.
Que horas eram? Não me interessava.
Abri a porta efui para a área. O chão o chão estava todo molhado. A água da chuva veio me molhar como uma onda calma. Alguma coisa estava diferente. Entrei na chuva, e me banhei com suas frias águas. Dei passos bem lentos, seguidos de voltas, olhando pra cima deixando molhar meu rosto.
Cheguei a área da frente. Tinha uma vegetação rasteira, decoradas lateralmente com flores de um rosa vibrante. As cachorras dormiam aconchegadamente uma nas outras.
O portão estava aberto. Saí. Me assustei com a água.
Não parecia minha rua.
Olhei pra trás.
Não parecia minha casa.
Onde eu estava? Isso sim me interessava.
Era "deserto". Nenhuma voz, nenhuma música. Só o barulho da chuva e o vento se encontrando...
Eu não estava nervosa, estava só aflita.
Eu não consegui a dizer nada, o pranto pesava tanto quanto minha roupa molhada. A mulher me olhou com um olhar doce e seguiu seu caminho. Minha cabeça doía com tanto choro. Eu queria abracá-la, mas não a conhecia suficiente para fazer isso. Mesmo assim eu fui a trás dela , e quando me virei, não a vi. Ela já tinha sumido.
Preferi ir pelo mesmo caminho, foi quando eu vi a minha direita, uma praça que me chamou a atenção.
A chuva na quele momento era uma amiga, que escondia minhas lágrimas ainda recentes...
**CONTINUA**
Espero pela continuação...
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